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O nosso dia-a-dia está repleto de dificuldades e obstáculos que precisamos vencer e ultrapassar para conseguirmos seguir em frente com a estabilidade emocional adequada. Mas sabemos que nem sempre é fácil “dar a volta”, que nem sempre é fácil continuar a lutar para seguir em frente. O que poderemos então fazer? A resposta é a resiliência.


Mas o que significa resiliência?

À capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, stress, doença ou morte) chamamos resiliência.

A palavra tem sonoridade estranha e significado pouco conhecido, mas pode fazer a diferença vida de uma pessoa. É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas, sem prejuízos para o desenvolvimento.

A capacidade de resiliência torna possível superar experiências desastrosas e possibilita que nos reconstruamos a cada momento. E os resilientes são aqueles que conseguem vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam. Pode ser o desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetição de um ano na escola ou uma catástrofe como um tsunami.

O conceito de resiliência passou de uma fase de “qualidades pessoais”, até ao conceito mais atual de compreende-la como um atributo da personalidade desenvolvido no contexto psico-socio-cultural em que as pessoas estão inseridas.

É uma palavra oriunda da Física e definida como a propriedade pela qual a energia armazenada em um determinado corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de uma deformação elástica, ou seja, a capacidade de um corpo voltar ao seu estado normal após ter sofrido uma pressão (deformação) que foi removida.


A resiliência pode desenvolver-se?


Sem dúvida, e aquele que não desenvolve a resiliência poderá vir a apresentar quebra de produtividade (nos múltiplos contextos) e desenvolvimento de doenças.


Aqui ficam algumas dicas de como pode a resiliência ser trabalhada no nosso dia-a-dia:


Sonhar: delinear mentalmente um projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente.


Relaxar: aprender e adotar métodos práticos de relaxamento. Praticar desporto para aumentar o ânimo e a disposição.


Harmonia: procurar manter o lar em harmonia, pois isto representa “o ponto de apoio para recuperar”.


Autoconfiança: aproveitar parte do tempo para ampliar conhecimentos, pois isto aumenta a autoconfiança.


Coragem: assumir riscos (ter coragem), pois não adianta lamentar-se dos problemas, mas enfrentá-los para não ser destruído por eles.


Criatividade: usar a criatividade e a imaginação para quebrar a rotina e mudar a forma de resolver situações imprevistas, adversas e delicadas.


Otimismo: transformar-se num otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom e melhor.


Bom humor: apurar o sentido de humor (desarmar os pessimistas).


Avaliar-se: avaliar aquilo que é e o que faz; Procurar as suas qualidades.



Lembre-se que a resiliência permite:


- A mudança pessoal através da renovação de energias e da reintegração ou ajustamento a uma nova realidade;

- Fornece a oportunidade de curar velhas feridas;

- Ajuda a descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos de modo mais eficaz;

- Prepara-nos para lidar com pressões;

- Fornece meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;

- Desenvolve a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar as situações sem perder seus objetivos.
















Em suma, a pessoa resiliente é aquela que tem a capacidade de aprender, que se respeita, que possui criatividade na solução de problema, habilidade na recuperação da autoestima, autonomia, liberdade e interdependência, capacidade de fazer e manter amigos, disposição para sonhar, sentido de humor e grande variedade de interesses.


Pratique a resiliência e se for caso disso, procure ajuda especializada. A psicologia poderá ajudar a desenvolver a resiliência.


Drª Catarina Lucas